quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nova fase,novo álbum.





Não, eu não surtei, apenas estou novo. Resolvi apagar tudo e refazer nos mínimos detalhes. Minha mudança é visível. Comportamento, aparência, fotos, personalidade... A gente cresce e se transforma. E com isso, as minhas formas de expressão, dentre eslas, as fotos. Elas estão diferentes sim, embora não tenham perdido o tom de melancolia e solidão. Mas elas mudaram. Arrisco falar em sofisticação, mesmo o álbum não estando pronto ainda. Terão um toque de cinema com os tags de filmes. Até agora, todas as que eu planejei estão de acordo com o que esperava.
Não vou mais usar o efeito filme do Scape (Programa de edição de fotos). As fotos ficam densas e para nova fase, quero um toque de naturalidade. Ainda assim, não abrirei mão do clima frio e seco. Solitário.
Fiz um suspense no orkut. Embora as pessoas não me visitem, apaguei todos os meus álbuns e fiz um outro. Quatro fotos apenas. Três mencionando o novo álbum e o porque de não o colocá-lo todo agora (De uma forma poética,claro) e um aparitivo (A foto acima). Uma foto que fará parte de "Vire-se e veja a alameda deserta".
O motivo do nome do álbum: Como mencionei anteriormente na postagem abaixo, eu me sinto perdido em mim. Uma sátira seria o meu interior igual a uma cidade numa tarde de domingo chuvosa. Ou seja, deserta. Me vejo perdido dentro dessa cidade, numa alameda deserta. Sentado na chuva... Enfim, foi essa a inspiração para o álbum.
Algumas pessoas se perguntam o porque. Eu pergunto o porque de tudo. Não sou de fazer poses "normalzinhas". Gosto de fazer disso um meio de expressão, já que, quem me vê na rua, não imagina minhas filosofias, minhas paixões, crenças e costumes. Lembro de uma amiga minha vir e me dizer a seguinte frase: "Lipe, você é uma jóia que tem que ser analisada de perto, porque se não, é muito fácil te confundir com bijouteria." Achei um exagero da parte dela, mas logo pensei: "Ela tem razão. Sou muito peculiar e por isso me acho um E.T. neste mundo." Não sou convencido. Não concordei com ela por puro ego, e sim por ver que se tratava de mim.
Meus álbuns e minhas postagens aqui revelam o meu ser. Um ser interno que não é mostrado. Que se apresenta aos poucos, com cautela e paciência e isso se chama expressão. Todo veiculo de comunicação pode ser usado com sensibilidade e criatividade e isso se torna arte. Não me considero um fotógrafo, apenas me traduzo em meio a paisagens e photoshops. Como diria Ana Carolina, é isso aí.

domingo, 29 de novembro de 2009

Alameda Deserta.





Saio de onde estou. Olho o relógio. Marca 5 da tarde. O pôr-do-sol já estaria bem visto, não fosse as nuvens que o encobrisse, fazendo a luz cair e toda essa avalanche aumentar. Vago pelas ruas, meus olhos captam cada imagem vazia que me cobram atenção. Às vezes fecho os olhos de vagar, talvez para amenizar, talvez para duplicar tudo o que transborda em mim. Cada gota do ambiente me reluz a solidão dos meus passos vagos. E continuo, rezando para não chegar e ter que deitar no vazio de uma cama grande, sozinho.
A chuva começa a cair. Vejo o crepúsculo quase inexistente pelas nuvens negras de chuva. Passo a passo, passo a passo. Vejo tudo se transformar em paisagem de chuva e me refletir nos caminhos por onde vou. É, agora as gotas escorrem pelo meu corpo. Meus cabelos ensopados respingam em meu rosto. Descem pelas bochechas até o queixo e caem ao sabor do vento. Minhas roupas estão mais pesadas agora. Mas ainda assim, não quero chegar, tudo vai se concretizar.
Essa cidade fria sou eu exatamente. Estou chuvoso, perdido e vazio. Estou sem direção em mim mesmo. Perdido em uma alameda deserta, sentado, na chuva. Esperando algum pedestre que conheça meus caminhos. Que me guie e me deixe seguro. Arg, toda essa fragilidade besta... Eu e minha alma de artista.
Mas o meu destino está chegando. Faltam poucos metros, poucos passos. A chuva ainda cai. As imagens ainda existem, os sentimentos também. Não creio que passem tão cedo.
Passo a passo. Abro a porta. Subo as escadas. Acendo as luzes e vejo tudo como as ruas por onde passei, vazio. Ligo a televisão, vou para a cozinha preparar algo. Talvez não seja tão ruim assim afinal...

domingo, 15 de novembro de 2009

São flores e declarações.





A postagem abaixo é uma reescrição de um texto que minha amiga Maria Eduarda escreveu em minha homenagem. Não imaginava isso dela. Eu sempre a vi como uma insensivel. Mas como o próprio título do texto afirma, nós mudamos!
Isso tudo é muito importante pra mim. Sou uma pessoa solitária. Às vezes por opção, às vezes por falta dela. Sou exigente nesse mundinho de cobras, futilidades vemos aos montes. Vejo muita gente sem noção das diferenças alheias, perguntando o porque das pessoas serem "estranhas". Mas como ela mesmo diz no fim do texto, eu sou estranho. Nós somos. Eu e ela temos uma parceria bonita, um sentimento um pelo outro.
O que importa somos nós. O que vemos somos nós. Estamos de mãos dadas. Talvez até amanhã ou, na mais provável das hipóteses, para sempre.
Ela tem seu jeito diferente, o que me cativa, pois odeio gente ordinária. Por incrível que pareça, nunca brigamos (Mesmo eu sendo tão prepotente, como dizem). Isso talvez seja o sinal de que isso não vai acabar. Nossos momentos estão guardados. Os melhores de nós. E, tenho absoluta certeza, que ainda virão mais e mais. Iremos lembrar disso daqui a uns anos. Iremos chorar e nos confortar. Ainda teremos um ao outro. Teimo em crer nisso. Teimo em sentir e ver o que estou sentindo se materializar nos seus dedos e correr pelo mundo virtual.
Eduarda, eu também te amo.

Nós crescemos, nós mudamos, nós escrevemos.

Meu nome é Eduarda, o dele é Felipe. Eu sou ela, e ele é ele.
Eu gosto delas, e ele gosta deles.
Eu moro na capital, ele no interior. Eu escrevo o mundo, ele se descreve. Eu o amo, e ele me ama!
As diferenças são de fato extremamente levadas em conta, mais a julgá-las de perto são apenas diferenças, meras insignificâncias que resumem a união de dois mundos, dois corpos, dois amigos, em um único contexto.
E são por tantos momentos, e palavras, que não o esquecerei nunca.
''Nós crescemos; nós mudamos; nós escrevemos'' - fiquei alguns minutos pensando quando me enviou isso -
Seria esse o nosso lema? Seria. Nós crescemos, e aprendemos com isso o amargo do mundo (e do doce também!) da sociedade em si, da importância da amizade. Nós mudamos, em prol desta mesma sociedade que reprimida: pune e impõe opiniões ofensivas. Nós escrevemos! Porque é a única coisa que nós resta a fazer de bom de puro e de inocente, pelos dias que se seguirão recheados de tantos devaneios e de tanta repressão.
Virão dias melhores, e com eles também virão dias piores, e estaremos escrevendo/nós escrevendo, um ao outro, e ao mundo que corre ao nosso redor, quem sabe, o mesmo mundo de que nós corremos atrás para que aconteça, seja descrito pelas nossas mãos e lida por todos os olhos que nos tripudiam todos os dias.

- Dedicado a Felipe Eduardo, o estranho menino sonhador do interior de Pernambuco.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não é apenas um conto erótico.




Tento me acalmar pra escrever isso aqui. Tudo ainda está muito aflorado em mim. Nossa,que história! Estou atordoado. Meus olhos ainda inchados. Quanta realidade na reta final. Confesso que estava quase desestindo de lê-lo, mas estava vindo conclusão e me prendeu. A história me sugou pra dentro dela e me fez chorar, me sentí na pele do Marcus. Meu Deus, como queria conhecê-lo! Todo o erotismo deu lugar ao sentimento mais lindo do mundo e, se antes eu já dava valor a ele, hoje eu dou mais ainda. Não estava mais acreditando em "contos de fadas" mas agora... E ainda mais esse conto sendo real!
Sei que vou lembrar desse livro até o meu último dia. Sei que vou desejar ter um amor desse, mas, sou mais um espectador dessa linda história de amor.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009





Meus olhos já não veem mais o que estava vendo;
Já não sinto o que sentia;
Não escuto o que escutava e
Tudo aquilo já não tem o mesmo valor que tinha antes.
Aquela música fazia tanto sentido para nós,
E hoje é apenas uma testemunha da mentira que ocorreu.
Sei que sonhei alto e enxerguei o que nunca existiu.
Sei que sempre tenho expectativas de algo que nunca procede.
Sei que tudo vai fluir no decorrer do tempo
E eu não vou querer lembrar.
Adeus a mais um erro da minha vida.

Sempre no cavalo errado.




Respirar e vamos nessa. Tô destinado a burrice. Sempre aposto na merda do cavalo errado. É o velho ditado: "Se arrependimento matasse...". Às vezes eu pergunto a Deus porque eu. Sempre fui sozinho e pelo visto, vou continuar assim. Eu já pensei e repensei minha vida e vi que se eu fosse assexuado, seria tudo perfeito.
Aprender a viver só e caminhar sem ninguém. Nasci sozinho e vou morrer sozinho. A insegurança não faria mais parte de mim e não precisaria de ninguém. A vida é muito curta pra ser desperdiçada com pessoas. Viver numa solidão é menos doloroso,menos frustrante e não precisaria refazer tudo o que fiz.
Deus, se arrependimento matasse eu realmente estaria morto por tantas as merdas que fiz e pelo visto, não aprendi nada com isso. Vou continuar fazendo. Quantas vezes os mesmos erros? Quantas vezes os mesmos choros e as mesmas palavras de arrependimento? Eu não aguento mais. Até quando?